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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

mexe

eu não sei em você,
mas mexe ainda sabe

e me pego pensando
eu aprendi a deixar ir?
eu te deixei ir?
ou só congelei esse sentimento?

não é saudável, eu sei
pra ninguém
se fosse pra escolher
escolheria a liberdade

não é justo
quando o que se se sente,
apenas prende

não era pra ser assim
confuso
é tudo tão claro (será?)

desejo de um dia 
resolver isso dentro de mim
secar essa fonte que 
por enquanto 
só se assemelha a dor

ainda que nem as lembranças
mais amorosas 
sejam mais memórias

eu te esqueci,
do sentido de lembrar
e das coisas 
que foram tão difíceis em deixar ir,
deixei, todas elas

só é difícil controlar 
aquilo que parece
que ainda toca
amor-dor
que mexe...

ainda mexe.

madrugada,

ela me disse: - vem de fora
e de dentro eu já senti,
ou quis sentir 
o que me pareceu ter sentido.

ele vem de fora
traz mistério em palavra-vivência
e é tão estranho sentir magnetismo
sem a pressa da realização

as palavras e as situações que se encontram
sotaque, formatos de sons sonhados
experiências particulares que se travestem,
semelhanças

de onde você vem?
pra onde você vai?

sou a noite inteira
te esperando amanhecer,
clareia.

respirar,

o tempo que passa
revela paciência
em tudo que teima
no acontecer 
cada fato
cada ato
seu espaço

ensinamento
do respirar as ações
muito mais do que apenas vivê-las,

você já respirou hoje?


precipitação

Imagem
você se veste de céu.

pinga,
como chuva salgada.

teu corpo :  nuvem

e o meu,

um sertão inteiro
a espera de tempestade,