Postagens

Mostrando postagens de Dezembro, 2011

De recomeço.

Imagem
Se eu parar, eu sei que eu vou chorar. É inevitável esse sentimento de melancolia saudosista de fim de ano, ainda mais quando estamos vivendo o último dia do ano. E que ano! Das experiências mais incríveis as experiências mais dolorosas. Poderia dizer que esse foi meu anoJuscelino Kubitscheck, só que menos megalomaníaco, quem sabe uns 10 anos em 1. Daqueles de você parar para pensar: "isso aconteceu esse ano foi?".
E não desmereço, nem desprezo 2011, sem meias palavras: foi um ano da porra! Mais uma vez renovei o trabalho, me dediquei ao que amo e gosto de fazer, ao que me sinto bem fazendo. Aprendi muito sobre política, sobre direitos e deveres. Tive dúvidas, ganhei créditos. Errei, desacertei. Descobri as redes mais a fundo. Conheci pessoas e histórias fantásticas. Lugares e mundos que nem sabia da existência. Ou que por algum momento os subestimei. 
Aprendi a gostar, na verdade, um começo. Experimentei do recíproco, da saudade, do compartilhar planos, e foi bom enquanto dur…

De azul Vivi.

Imagem
Conta minha mãe, que quando ela engravidou de sua segunda filha, e eu já tinha um ano e algo de idade, ela teve o seguinte diálogo: - Fiha, você vai ter uma irmãzinha. - E cadê ela? - Tá aqui. (apontando para barriga). 

No que prontamente fui procurar o bebê na barriga dela.  E daí em diante parece que minha ansiedade abusou foi muito, perguntando a todo momento "cadê ela?", sem ter noção nenhuma de que ainda viriam longos nove meses pela frente até satisfazer minha curiosidade infantil.
Agora mais de vinte anos passados sinto que eu e minha irmã, desde o início, estabelecemos uma parceria de vida. Inclusive penso que as relações parentais irmanescas deveriam ser naturalmente de cumplicidade. Afinal,  é família, é pra sempre.
Claro que cumplicidade não é algo que se determina e só, é parceria de convívio, é entrelaçamento, é respeito do espaço de cada um. Tudo junto. E sei que passamos por muitas fases, o que talvez tenha acontecido a nosso favor, pois por mais que fases diferente…

Vida de tomate

Imagem
- Pode cortar em cubinhos.
Foi o ponto de partida. Assim que ela se calou, fui cortar os tomates para noite especial. Seis tomates bem lavados, já dispostos na tábua para serem cortados.
Um corte ao meio para separar as metades, a serra da faca afiada limpava o lado de dentro retirando a polpa com as sementes, que não seriam usadas. Engraçado ter que tirar as sementes, talvez o miolo fosse a parte mais importante, mas nesse caso não era. Miolo em cubinhos, ainda não inventaram.
Depois de quase ocos, mais uma vez separadas as metades, hora de cortar o resto dos tomates em filetes, para enfim serem transformados em cubinhos, muitos cubinhos. É impressionante a quantidade de tomates cubinhos que seis tomates inteiros podem fazer.
Por fim, a montanha de cubos foi direto para a panela, juntos deixaram de ser apenas tomates e se transformaram em algo divino, um bom molho de tomate.
Simples assim, como vida de tomate. Simples assim, como qualquer vida de tomate. Abra, tire o miolo, jogue fora as …

Do não jogo ou a liberdade do ego.

Imagem
"desnuda, crua... cansei de jogar"
Acho uma besteira isso tudo, sabe. Acho uma besteira sem tamanho ter que desviar o olhar para fingir que não te vi. Não adianta, eu senti. Situação desconfortável criada por tão pouco, que pareceu muito, e agora é pouco ou nada. Acho perda de tempo, maldade com a gente mesmo. E mesmo sabendo que quem deu o primeiro passo para essa "bobageira" toda fui eu.  É verdade que eu não consegui conter o ego [ou a capacidade de proteção exarcebada, vulgo orgulho].  A exclusão foi o caminho mais fácil de fisicalizar uma vontade.  Mas que besteira, presença não se exclui. Disso eu esqueci. Quem sabe se passar por cima de qualquer resquício de razão irá adiantar algo?  Porém isso ainda configura-se em expectativa contida e camuflada. Sessão de livramento dos sentimentos arrependitórios já, pra zerar sensações.  Será mesmo necessária tal necessidade "libertação mental"? Porque não há mais porquê de passado, acho que passou da hora até do que nem…

De renovar ação.

Imagem
É preciso voltar aos  pontos de partida.  Reajustar. Realinhar,  ou simplesmente deixar ir,  junto com tudo. 
De repente  essa é a parte  que dói, e a que traz  mais alívio  com o tempo.
É preciso seguir em frente [enfrente]. Começar novos caminhos, esquecer  os velhos,  des-cobrir  novas esquinas.  Novos encontros.
Muito provavelmente, influenciada pelo fim de ano  que se aproxima,  já tenho certeza: o que sinto é o tempo  de renovar  os pontos de  part-idas.

De resoluções noturnas.

ContrAdição - subtraio
Refaço a equação
 Cada vez que mudo
de
opiniãO.


De poetisar.

Imagem
A vida não tem que ser ilusão,  nem tem que estar decorada pelo que não existe.  Existe. Não é porque a vida é dura e a realidade não é como a gente quis ou pensou,  que tudo tem de ser dor, ou algo ruim. Se é, é, mas o ser humano precisa de estímulos positivos.  As referências são as que ficam, inclusive no nosso inconsciente. Podemos não perceber mas tudo é efeito. Até mesmo aquilo que a gente não entende, mas registra e depois age automaticamente, sem pensar. Eu prefiro dar preferência ao que é bom, e até achar o bom do que não é tão bom. É que a beleza está onde e quando a gente vê. Tenho tempestades de sensibilidade a cada mês, penso que se não fosse mulher  talvez meu vazio fosse maior do que às vezes é. Eu gosto de sentir amor, de emoção,  de deixar a lágrima cair, do sorrir, de entender sentindo, de olhar com calma, de sentir paixão, de imaginar, de desejar. A vida precisa de colorido, de prazer, de suor, de reflexão, do depois, do renascer, de música, de arte. A vida já é poesia. Não precisa ver …