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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

A manha é ser...

seu calor tomando meu corpo meu calor tomando seu corpo
nós dois juntos,
dois sóis.

Adeus, little girl...

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Não é que o problema seja ele, mas talvez a graça do que é "natural" e sem compromisso tenha passado. Talvez a sua pouca idade comece a me incomodar. Por mais que as relaçãoes sejam de alguma forma superficiais, uma hora a tendência será sentir algo diferente, seja bom ou ruim. É que nunca vi sentimento estagnado. O bom de tudo é ver o quanto ainda sou ridícula pra muitas das coisas que tento exprimir. É muita pós-modernidade apertando o juízo. É bom tomar atitude(s), mas confesso que isso tem me cansado um pouco, por vezes desconfio que não tenho sido tão clara com os outros, e até comigo mesma. Sei que é inevitável não pensar que estou mais perto dos 30, e por mais que muita coisa em minha vida tenha tardado a acontecer, eu não sou mais uma garotinha...

Sobre disponibilidade X profundidade

Um poço raso pode servir  pra alguma coisa,  mas talvez lhe falte profundidade  para de fato ser útil.
Sem sua profundidade  ele perde sua maior vantagem  que é armazenar água, conteúdo. O que fica é pouco. 
Tem gente que é assim,  tem tudo para ser poço,  mas fica no pouco,  não  a pro fun da.
O mesmo poço, pode ter profundidade, mas estar poluído.
Ele existe, mas não serve, não está disponível de verdade.
A vida costuma brincar de poço.

De breve idade.

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Coração que bate, forte...
(( essSadô
masô  de amô.
sem dó, só dói. ))




_____________________ º _____________________

Imediatavidamente
a vida arde. a vida é arte. a vida urge. a vida é urbe.
(H)aja, hoje.


Sobre o FIM

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Ontem mesmo eu estava ao lado do fim. Não falo de fundo do poço ou coisa do tipo, mas sim sobre a certeza de livrar-se de um sentimento ruim, que não amadurece, nem traz aprendizados bons. 

Ontem mesmo eu era despedida, mais um de nossos pais fora embora. Agora somos da geração faça você mesmo, o mundo é todo seu. Talvez os pais não durem tanto mais quanto antigamente, esse mundo agora é outro, é novo, a cada momento que passa. Eu mesma agora, já sou outra.

Hoje mesmo voltei a tornar-me despedida, parece que mais um fim está próximo, e não estou falando de 2012. É mais um ente que pronuncia seu despertar ao contrário. 

Hoje novamente questionei a morte, questionei esse ano, que começou com a maior das despedidas, chamada mãe, e agora ao findar-se leva mais algumas em forma de ponto final. 

Ontem comentava sobre o quão triste é a cerimônia da despedida, comparando-a a outras culturas em que a morte é celebrada com festa e alegria. Mas pensando mais calmamente imagino que o sofrimento també…