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Mostrando postagens de Maio, 2016

sobre a normalidade

tanto tempo pouco tempo, saber-se-á algum dia na jornada infinda das expectativas, mergulhadas nos mares das diferenças... e então ecoará: valeu? e haverá de ter valido. ainda que sem risco, no profundo da terra. uma estrada sem desvios e cheia de concretos. sem dúvidas. sem incertezas. sem expor. sem transbordar. sem curiosidades. sem riscos. sem o trepidar. sem dilatação. sem intempéries. sem surpresas. e haverá de ter valido voar. ser ar? a ternura de dias calmos que fazem o estômago queimar em labaredas. o corpomente que anseia pela novidade. a fuga do óbvio. como saber e quando saber mesmo sem entender mas compreender. o mergulho na areia. em que terra haverá de habitar aquele que vive os dias já tão essencialmente passageiros em fluxo e já sem desvendar os caminhos?

Cigania,

como saber se é o  SERÁ ?
quando já é o  já foi?

de futuro presente.

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quero seus dedos enfiados no meu cabelo
quero que você conte cada sinal no meu corpo, 
e perca a conta todas as vezes que pensar em chegar a um número único
quero que me abrace de corpo inteiro
quero que me beije os olhos com carinho
quero seus pés envoltos aos meus
quero sua respiração no meu ouvido
quero seu riso largo de menino nos meus olhos de menina
quero criar a solução para todos os seus problemas
quero suas mãos nas minhas andando explicitamente entrelaçadas nas ruas
quero seu colo para meus pensamentos bons e ruins
quero ser sua mulher, assim com toda magia da palavra mulher
quero seu olhar perdido
quero suas queixas
quero suas descobertas
quero você me descobrindo
quero seu sabor na minha fome
quero sua música na minha dança
quero que seu silêncio more na minha nuca
quero seu sono
quero sua vontade
quero seu tesão
quero seu descanso
quero suas manias
quero lhe ver dormir só pra lhe contemplar
quero seu medo de errar
quero seu acerto

caverna,

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boca a  boca
tenho
ocos e ecos
prontos
para te  engolir