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Mostrando postagens de Outubro, 2017

ME || DITA || AÇÃO

essa marca que fica quando você sai,  parece arrepio. 
você chega,  escorre,  muda temperatura. 
a luz reflete revelando a umidade  que acabara de anunciar sua presença. 
depois cê vai embora,  não espera,  evapora,  pra depois voltar de novo e de novo. 
cê vem acompanhado, não anda só... 
e é tudo tão grande,  que já nem cabe no olhar.  preciso pousar em ti tantas vezes,  por cada pedaço e detalhe,  pra que então se forme algum tipo de todo. 
é mágico. brincadeira de cores, luzes, texturas e sons. 
até que tudo se apague pra começar n'outro dia,  mais uma vez. 
ainda não inventaram despedida mais bonita que pôr-do-sol banhado de mar.

( Carta para uma Vênus em Câncer )

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A astróloga disse que você manja dos amores impossíveis. Tem tipo vício, sabe. Que nessa nova vida - porque ela também entende de vidas passadas - cê tava vindo pra se desfazer disso. Pra deixar de amar mais o amor que a própria pessoa com quem você tá. E cê sabe que isso não é legal, rei. Parece que gosta de sofrer. Isso não te faz bem não. Já te disse, escreve, dramatiza na ficção, na cena, senão tu acaba enlouquecendo na vida real. Porque cê faz essas coisas contigo? De brincar de voltar ao passado? Desaprende disso. Se ele não escolheu estar contigo, é escolha. Pra quê voltar no tempo tanto tempo depois? Eu sei, é escroto "comemorar" pu-bli-ca-men-te (tá vendo, até dei uma super conotação aqui) um ano de um começo quando para você - na mesma época, dia, data, hora (meti mais uma veemência aqui, tá bom assim?) - era tudo dor e fim. Dois dias. Dois dias depois. Eu sei que você acreditou ser mais essa mulher criada por ele, do que em você mesma. Se perdeu né, quem era você…