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do sentir

você é tudo que sente?
tudo que acha que sente?
você se permite sentir?
você tem medo do que possa sentir?
você acredita dominar o que sente?
sempre há mais perguntas que respostas. 
s e m p r e. .
- não ignorar a voz do nosso corpo
- deixar que os sentimentos nos ensinem os caminhos
- não negar aquilo que um dia irá transbordar

a gente até acha que se engana, se distrai.
mas o corpo sempre diz aquilo que, muitas vezes, torna-se inalcançável para nossa voz.

Noite

(em 07/06/2019) 
Eu acredito em mim. Na potência de ver a beleza mesmo onde talvez não exista. Não é sobre subestimar algo ou sobre se superestimar. É que não se pode esperar pelo pôr quando tudo que se quer é amanhecer. Entender, compreender que os tempos e entendimentos serão distintos. Nem sempre é ok, pois as oportunidades de evolução não deveriam ser vistas apenas como limitações. A gente sempre pode mais: s e m p r e. Esse sentido abrange a força-essência que habita cada ser humano e de alguma forma está presente em nós. Isso não é sobre as condições das quais não escolhemos estar ou permanecer. O caminho do amor perpassará a dor e todo nosso senso de disponibilidade e PRESENÇA. São desafios, em diferentes contextos. Não somos obrigadxs a nada. Que os limites e as expectativas não se confundam com a capacidade de nos realizarmos. Se cure. Se permita curar. A pergunta nunca será: o que você quer que eu faça? É sempre sobre você. A responsabilidade é t o d a sua. Não repasse. Se de…

paciência

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rasgar tua pele,
marcar, tatuar
o desejo de quase
fundir-nos em um só

exagero, drama,
intensidade
unir o que já nos
pertence, signos

brincar de palco
deixar atuar
nossas dores e 
sentimentos

o que é meu?
o que é seu?
o que é nosso?
o que é real?

eu digo: carma
tu duvida, será?

que seja verdadeiro
enquanto agora

teu cheiro
teu toque
tua língua

todos eles
escrevem
por minha pele
uma história
que nunca li antes

redescubro,
inspiração criativa
ao me reinventar
e te reinvento junto

ainda não aprendi
sobre o esperar
nem sei o que espero,
então sinto.






rendida

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tu cede eu cedo cê rende no enredo e eu ainda morro, na sede.

do céu,

por entre terra
e tantos outros planetas
você me apresenta constelações
que ainda desconheço

o tempo de olhar para o céu
e a paciência de descobrir algo:
quem acha é o olhar,
não é a fala

isso tudo não é sobre você
nem sobre mim
são os pés fincados no chão
e as novas estrelas que brincam
de acontecer dentro de cada pupila

as paixões reais nunca morrem

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gosto de guardar e manter certas lembranças, fisicamente falando: cartas, escritos, fotografias. volto a elas vez em quando como se consultasse um calendário de memórias importantes. admito que tenho falhas com a precisão de alguns tempos vividos. acho válido rememorar quem a gente já foi um dia... quem nos tornamos. o que você guarda ainda em essência preciosa, de quando você nem sabia como seria seu futuro, o agora? tenho saudades muitas vezes de situações específicas, sentimentos pueris. se sou romântica nesse hoje, anos atrás eu era a própria sessão da tarde com os filmes de princesas da disney. deus me livre, mas quem me dera. dessa época sinto falta de crer na beleza dos detalhes. depois de uma fase da minha vida tudo veio a ser nu, cru, direto. um pouco sem magia, um mundo mais sujo. no sentido de invadir a realidade e não somente imaginá-la. não sei se me arrependo de alguns processos, pois me fizeram chegar a algumas conclusões que tenho no presente, daquilo que de fato quero…

[[ sobre processos ]]

o problema é quando parece se tornar algum tipo de estatística. a gente pensa logo que é apenas pessoal. às vezes é, mas nem sempre. é que antes de qualquer coisa temos os aprendizados individuais e, a depender da extensão de busca pelo autoconhecimento que nos cabe, ou que vamos nos provocando e nos pondo em desafio, pode ser que seja um tipo de vício. carícia negativa. ciclos que reforçam alguma incapacidade ou uma negação a qual ainda não mexemos a fundo. essas coisas doem, são desconfortáveis. é tudo aquilo que a gente não aprende a lidar. quem quer se cortar? quando é tão melhor ter uma pele lisinha, livre de marcas, cicatrizes. dor é algo ruim. se o corte é profundo e demora a cicatrizar pior ainda. a gente se engana tão fácil... se não fosse a dor, o que seria da nossa capacidade de defesa? anular algo que é intrínseco ao sentir é como negar uma parte de nós mesmos. tem também o lance da forma que utilizamos essa consciência. tenho pensado bastante que quando chegamos a conclus…