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Calma,

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Agora estou, e não sei ao certo aonde pertenço. Ao que pertenço? A maior constatação de se jogar no mundo, para o mundo, pelo mundo, é saber que sempre estaremos sós. Ninguém nunca alcançará o que somente nós podemos sentir, perceber, enxergar. E isso também é bom. Aguça nosso poder de adaptação, nossa sensibilidade dentro da instabilidade. Uma espécie de crescimento único ao qual precisamos nos permitir. Observo ao redor, nos outros e em mim, uma ânsia de alcançar alguns objetivos calcados em estigmas, daquilo que nos ensinam sobre ser adulto, amadurecer ou mesmo sobre ter vitórias. O que são as vitórias? Para quem são? Partimos de princípios e referências coletivas, mas nossas construções de caminhos são intrinsicamente individuais. Incluindo nossas escolhas de vida (quando possíveis socialmente), com o combo de suas respectivas consequências. E talvez, quando partilhadas em alguns relacionamentos, parte delas se percam para que nasçam outras tantas. Venho aprendendo bastante sobre …

UM CORPO

UM CORPO FORMADO 
POR UM TANTO

NÃO ESTÁ DISPOSTO
A QUALQUER OUTRO

ÀQUILO QUE NÃO É FIRME 
ESCORRE, PERCORRE

MAS UM CORPO FORMADO
POR UM TANTO

QUER SER PREENCHIDO, 
TRANSBORDADO 
POR DENTRO DE CADA CANTO.




primeira vez

Penso que um dos antídotos  pra essasurgênciasrepetições  quenosafligemdiaadia, que  chamamos por vezes de:
                                                                                                                                         r   r   r   r   r  r   r                                                                                                                                          o  o  o  o  o  o  o  t   t   t   t   t   t   t                                                                                                                                          i   i   i    i   i   i   i                                                                                                                                          n  n  n  n  n  n  n                                                                                                                                          a  a  a  a  a  a  a ,  talvez seja brincar de ter  "olhos de primeira vez"  pra  um < tu…

O que aprendi depois de Gil

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Um tempo atrás quando pensava em mudança, imaginava sempre algo relacionado a estar totalmente só, para aí sim o desafio ser real. Hoje aprendi que a gente não precisa estar só em nossos sonhos e desejos, nem negar apoio ou ajuda de quem tá perto. Isso não invalida a potência do nosso querer ou do nosso poder de realização. estar com é bom, é muito bom. Não precisar ser forte o tempo todo também. 
A solidão, a solitude, o crescer interno que somente tem o aval do acontecer a partir de nós mesmos também se faz das experiências que temos com os outros. Acredito hoje que o amadurecer também está nesse reconhecer das nossas vulnerabilidades, que não são necessariamente dependências ou relações utilitaristas. É buscar o saudável, o equilíbrio de tudo isso. 
No agora, a mudança que há tempos sonhei, vem se materializando com muita gente querida ao redor. E tenho por mim que depois que conheci algo sobre a morte de perto, essa espécie de ponto final que nos está fadado a acontecer enquanto hou…

viver presente,

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intensidade quase nunca é sobre o tempo em que as coisas acontecem, mas sim sobre a entrega a que elas se permitem acontecer. a gente tem vivido uma época em que as urgências são tantas. eu, você, todos nós. há tanta ilusão vestida de projeção daquilo que ainda nem deu tempo de nascer e morre em atropelo de emoções, sentimentos, obrigações vestidas de papéis sociais. 
o sol quando cai, a gente já sabe de seu enredo, mas nunca é igual, nunca. tantas vezes que sentada a beira-mar um céu nublado se transformou num mergulho lindo de cores. a gente pode até querer imaginar onde as coisas vão dar, sabotar inícios em finais, temer futuros... 
mas se permitir sentir com tranquilidade e intensidade o presente, se deixar surpreender, ainda é uma das coisas mais bonitas que podemos fazer por nós mesmos e pelos outros.

desaguar,

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gente  precisa  encontrar  o lugar  onde  mora:
 a pausa,  a casa,  a asa.  e se  permitir  mergulhar.

coragem  não  define  o tamanho  da  profundidade. 
renascer  é sempre  necessário.
 no azul,  no calor,  na água  salgada  que sai e  na que  abraça.

lição marítima.

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Se você observar, em volta do mar o chão não é concreto.                                                          Mesmo um dia quem foi rocha, vem se tornar areia, completamente moldável.                    Em texturas e cores. 
Se você observar, a gente flutua quando tira o peso da mente e deixa o corpo se levar, ser levado. Quando a gente flutua o único som presente-latente é o da nossa própria respiração.  Quando a gente confia, a gente flutua.                                                                                                  A gente ~ se ~ ouve. 
Se você observar tem um mundo inteiro ao redor explicando cada sentindo da vida.            A todo instante.