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O que tenho aprendido aos 31,

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A gente cresce. Em primeiro lugar a gente cresce. Parece óbvio, mas às vezes pode não ser. Ainda me enxergo tendo reações ou atitudes de quando eu tinha uns 15 anos, ou mesmo uns 10 anos de idade. É normal? Pode ser. Digo, não no sentido de sublimar a necessidade do amadurecer por detrás de atitudes infantis, e sim, no aprendizado de comportamentos que não devem, bem como, não valem mais a pena serem repetidos. A vida pede responsabilidade. Essa palavra que vem com um peso junto. Não é tão grave assim. Também é normal. Meu pai vive repetindo "pra quem não quer viver, basta morrer". E o ponto é esse. Viver também é uma escolha, tem escolhas. Consequências, na verdade. Em tudo. Isso não é ruim. Só existe. O choque de realidade gera o crescimento. Interno principalmente. E caramba. Quando a gente se olha e vê alguma evolução no pensar, no sentir, ao se olhar, ao olhar o outro. Visão de mundo. Isso é tão bom! Não tou falando de olhar as tragédias do mundo, e "UAU, agora ten…

A fragilidade,

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quantas vezes você já chorou?
quantas vezes você já chorou de soluçar?
quantas vezes você já chorou sem se importar?
quantas vezes você já chorou sem ter vergonha?
quantas vezes você já chorou sem se julgar?
quantas vezes você já chorou por você?
quantas vezes você apenas chorou?

dentro de nós,
nuvens inteiras 
prestes a se derramar
somos terras férteis
que necessitam de irrigação

agora sou uma criança
tenho um rosto banhado por lágrimas
águas que escorrem de diversas fontes
sentimentos que se vão

chorar é bom

lembro de mim
lembro de vários nós
entre tantos eus

sentada em uma cadeira
meu olhar transborda
ela diz que estará comigo
incondicionalmente

deitada em sua cama
meu olhar transborda
ele não diz nada
e me oferece seu colo




entre abraços
meu olhar transborda
não dizemos nada
ela é parte nossa

cada dia que passa
o tempo parece
brincar de cronômetro

quanto falta
até que a gente aprenda
que a fragilidade
também será parte do nosso existir?



segundo planeta do sistema solar,

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memória é
um tempo
que insiste
em ficar

saudade é
uma memória
presa dentro
d'um sentimento

e viver é
sentir 
memória
mesmo que
sem sentido,

seja como for,

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e por não saber 
me despedir da melhor forma
mesmo sentindo que aquela seria a última vez
que nos veríamos olho no olho

e por saber
que as palavras que ficaram no ar
esconderiam a falta de coragem 
que nós dois tivemos ao não revelar nossas verdades

e assim te des-saber

quando tenho saudades,
te ouço música

~ com as cores que te dei ~

o primeiro encontro até que enfim
o primeiro pôr-do-sol dentro do mar
o primeiro mergulho
a primeira andada em quadro de bicicleta
a primeira dança
o primeiro beijo debaixo de lua cheia 
o desejo, o tempo do desejo
tua face carregada de sol
meu corpo vestido de chuva
a beira da praia no meio do abraço

~ desconheço a certeza ~

hoje,
acho que te prefiro lembrança
quem sabe um dia a gente se ache 
em carinho do que é novo 
e mesmo com o tempo, se reconheça.




dessa tua delicadeza,

deixa eu  te fantasiar  poesia palavra vestida do tu derramado de vontade que sai de tua  boca
que  foge  por entre  teus dedos e revelam sete cordas que cantam
deixa vir a calmaria  essa que ressoa agora em meus ouvidos
essa que faz dançar  a imaginação canção composição de ti que já a guardo
enquanto eu  por ti  en canto.

sobre vida,

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tem o sol que quando te olha na contramão faz você perder a visão, te dá a oportunidade de adivinhar os caminhos tão claros, quanto surpreendentes. quem é a pessoa dona da sombra que vem em sua direção? qual a próxima paisagem a ser reconhecida? na areia pescadores recolhem um de seus barcos. dessas coisas que a gente não vai aprender na escola, mas parecem significar tanta coisa... você já viu um barco sendo tirado do mar? com a força das águas, a favor da maré, o encontro de vários braços e corpos se unem numa só direção até a superfície da areia mais segura. a força, a união, o empuxo, o objetivo comum. é bobo e me causa certo deslumbramento observar as cenas da vida. o mar, a transformação de suas cores. o céu que é livre daquilo que é humano, liberto do que mais a gente teme, ir e não voltar, o céu nunca morrerá. ouço canções enredos de paisagens, quem dá o tom é o que tenho preenchido no olhar. escuto enquanto assisto. e penso cá comigo, o outono dessa cidade faz encher o coraçã…

O agora,

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Sê inteira pra não ser metade  de ninguém. E entender da própria dor, permitir-se sentir o bem e o mal. Quando a gente cresce, parece que en- durece. E fica mais fácil dizer os não's do que os sim's. Que sejam refúgio ou medo de lidar com decep- ção . O "não" tem seu valor. Mas de repente não deve ser só regra. Vicia a amargura, constrói armadura. Deixa de ser proteção, passa a ser isolamento. E assim já não é saudável o viver, torna-se condição perante o natural. Se amar é se (re)conhecer. Aprender a lidar com o que  dói, encarar, refletir, escolher o caminho que verdadeiramente lhe cabe. Não apenas pelo outro. Não  dá pra ser mãe ou terapeuta  de tudo. Nem de todo mundo. O tempo é de cura e de estar  ao lado de quem não teme a  fragilidade, a sinceridade, a  'desexpectativa'. Que vive pró  e não apenas para si. Que ao  olhar, enxerga o outro. Que não  usa a energia do outro para  crescer sozinho. Que é e que está  com, sem necessidade de nenhuma cobrança. Que não tem medo do agora.   Aprendo…