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Mostrando postagens de Maio, 2012

Desc.artes

ARTE não 
tem 
pre$$o
(  ) ?   (  ) !   (  ) :   (  ) .   (  ) ...   





"Será de Deus o mar?"

- você dormiu com ele?
- não, amanheci...



De leve ar.

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de tudo o ar pode abrigar...


                                                      o beijo                                                          a palavra                                                           o grito                                                             o adeus                                                               o olhar                                   no AR ...


o ar só não abriga o que fica do lado de dentro, que abrigado já está.

D o r.

não existe dor mais doída que o recente.



De lei.

Lei da oferta e da procura
A vida me deu o troco.

Eu aqui vivendo mil emoções! 


E ele apenas vivendo...

De "hora de cuidar".

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- Eu te amo, nunca esqueça disso.
Eu apenas poderia fazer isso mais vezes, mas acho que essa foi a primeira e a vez mais sincera que falei essas palavras. Depois caí no choro, do outro lado do telefone. Eu o amo, só que às vezes a vida me distrai por demais. Ele me disse que se sentiu rejeitado, e eu apenas tinha me sentido surpresa e preocupada com a minha própria vida. Pensei que ele só quisesse chamar atenção, tal qual criança. E era. Mas não Era. Era atenção de amor: 'me olhe, me queira, me procure... eu estou aqui, me ame, por favor'. Só que eu entendi tudo errado. E ainda bem que ele deu meia volta, e parou em um lugar seguro. Se algo tivesse lhe acontecido, não me perdoaria nunca, assim mesmo, bem clichê. O amo, mas às vezes simplesmente me esqueço disso. Ou não me esqueço, acomodo. É a segurança da presença, por mais que longe, eu sei que ele está lá, aqui, comigo. Como se eu já não tivesse aprendido isso antes. É preciso desacomodar. O amor precisa de cuidado, de decla…

olhos de azeviche.

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olhos de azeviche que me seguem, confiantes,  sem questionar caminho algum que faço.
os mesmos que todos os dias me acordam  ao roçar da manhã,  pedindo um pouco mais de cama e preguiça.
aqueles que olham para mim  expressando todos os sentimentos do mundo,  impossíveis de serem ditos em palavras,  mas não por seus olhinhos.
olhos de azeviche que antes mal cabiam  na palma de minha mão, e agora mal cabem em meu colo.
da fidelidade inigualável sem tempo para remorsos.  vivendo o agora, o pedido de carinho, de atenção,  do cuidar, do brincar, da presença.
e é tão pouco o que esses olhos de azeviche me pedem,  que eu não tenho como negar.

























De dia das mães, sem mãe.

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A verdade é que eu nunca pensei nisso antes, e de fato, não teria porque pensar. Mãe pra mim era algo imortal, que não se acabava. E por um lado, é bem verdade, mãe não se acaba, nunca. Lembranças, memórias, gostos, cheiros, palavras, aprendizados pra levar adiante. Sempre farão parte. Deve ser por isso, que desde que a minha foi renascer em outro jardim, às vezes sinto que a vida continua normalmente sem ela. E caminha. Deve ser coisa do tempo. A saudade é que é bicho traiçoeiro, vem de rompante, sem dar tempo de refletir nada. Uma dor, um sentimento diferente. Acho que é porque nunca perdi minha mãe antes. Nunca a perdi, e ainda a tenho. Como pode? Ela não está aqui, mas está. Olho todas as noites pro céu, e ela está lá. Deito na cama que era dela, sinto seu cheiro. Queria um abraço, hoje não vai dar. Sei que ela está por mim, por nós que aqui ficamos. Só é difícil entender e acostumar com algumas novas situações que a vida apresenta. Ligo a TV, hoje é "dia das mães", maio…
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procurei os seus olhos,
      nos olhos que não eram seus.




o olhar nunca mais foi o mesmo.