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Mostrando postagens de Julho, 2012

Para cada...

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jardim do mundo uma placa:


Formigas trabalhando.




À luz de velas.

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Nunca pensei que uma falta de luz pudesse ser tão inspiradora... ponto de vista ou ironia da vida?
Estava dormindo e fui acordada pela tal falta de luz, quer dizer, não por ela em si, mas enquanto consequência. Ao lado dela estava minha irmã, que fez questão de me prevenir: - Melhor desligar logo tudo, pra não queimar nada
Pois é, no intervalo do meu sono embalado pelo fim de tarde de domingo, fiquei sabendo por minha irmã, que já passávamos pela terceira queda de energia no prédio, e só naquela noite. Era um tal de ir e voltar, quase como pegadinha sem graça, também de final de domingo. 
Pausa. No meio da nossa conversa sobre o esconde-esconde de luz, ouvimos uns gritos do lado de fora do apartamento. A porta foi aberta ainda a tempo de podermos entender o que era indagado ferozmente do lado de fora: - Quem é que está brincando com a luz? Vai queimar meus aparelhos eletrônicos!
Era a vizinha que vociferava aos quatros-ventos-do-próprio-umbigo sua revolta, enquanto descia as escadas apr…

Do que não tem nome.

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Dias intensos de emoções. Eu não sei se é a idade, e nem sei se já tenho idade pra isso. Mas é que viver também pode ser bem impreciso... na verdade, na maior parte do tempo. 
Desejo o que é possível, e às vezes o possível estando ao alcance é como se não tivesse verdadeiramente nenhum significado. Será que era só vontade? Sentimentos de aflição. 
Numa 'tirinha' que li há um tempo atrás, um médico perguntava ao paciente: "O que dói?", e ele  lhe respondia:  "A realidade.". Será que é 'dor de mundo' o que sinto? De dentro ou de fora? 
Certa feita um conhecido meu, fez uma observação de vida muito interessante. Segundo ele enquanto as mulheres menstruavam, os homens "mentolavam". Acredito que esse mês eu troquei de 'papéis'. Minha mente não tem me dado sossego.
E deve incomodar ainda mais pela busca de um porquê, como se tudo na vida tivesse razão de acontecer. E se não tiver? Pode ser apenas acontecimento.
Vai ver é pra sentir, e só. Ou …

Crec pá bum!

Eu, desconSertada... não sobra um parafuso sequer!

De trilha sonora de vida...

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Fim de dia, fim de trabalho.  Começo de noite e chuva fina no Comércio.  No rádio o 'Especial das Seis' embala os passos pelas ruas e travessas da Cidade Baixa. Lá em cima, no ar, o guarda-chuva com cara de vó (bege e lilás), também funciona como teletransporte para os anos 20, como se ao invés de chuva, fizesse sol.  Revisito o passado, sem sair do lugar, pelo enredo da imaginação... tal como 'Meia Noite em Paris'. A música dá o tom da história, é que naquele momento eu acabara de conhecer o belíssimo trabalho de Paulo Moura

De romantismo



Quem sabe é consequência de tanta poesia lírica da Lucinda, ou da mulher desaforada século vinte e um Bernardi, ou ainda da esperança amorosa paciente Medeiros, ou até da profunda metafórica Ruiz. Acordei romantizada por um meu bem, escrito pós esperar-te-ei, na surpresa d'um beijo na testa.  E de repente, no meio do furacão dos dias que passam por mim, pausei. Pausei bem na hora em que vi a beleza e o romantismo que habitam a simplicidade.

Quando até o tempo tem seu tempo.

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Amadurecer é um processo contínuo. Assim como 'nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia' ou 'tudo muda o tempo todo no mundo' ou, ainda, 'quem viaja, nunca volta'. A vida é pragmática, e vai se revelando em novos valores, pesos e medidas. A necessidade de sobreviver, por si mesmo. As aventuras desaventuradas. O amoral, o imoral, a moral, o amor. O que eu quero ser? Às vezes é como se já tivesse cumprido o meu papel por aqui, não no sentido de ter realizado todas as coisas que quis. Mas é como se a falta de minha mãe fosse o bastante, pra pensar que o que de mais importante existia pra mim (no plano físico) e que não está mais ao meu lado, me absolvesse desse fardo-efêmero-condicional-prazeroso que é o viver. Não é tão simples assim que caiba em palavras. E deve ser por isso mesmo que sentimento vem do sentir. O resto é tentativa de tradução. Exatamente como faço agora. Buscando palavras para entender ou descrever o que pode nem ter sentido pra al…

De calmaria.

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Agora  é o nada, desconfio. Aquele sentimento de querer fazer dar certo, passou. É que às vezes a gente força situações, que já estão findadas. Já deu o que tinha pra dar. Quando falo do nada, não é que seja insignificante. Significa sim, só que muito mais real agora, sem expectativas além. Por mais que sentimento seja algo que não se controle como um todo, ou quando está em altas dosagens, leia-se intensidade. Ilusão. Normal. Acho que começa assim com o excesso, a carência, a projeção. Por acaso existe começo-controlado no sentir? Eu nunca vi, nem senti. Ou o começo é por gostar muito, ou de nem gostar tanto assim e depois mudar. E ainda pelas condições, experiências e sentir de cada um essa (auto) percepção ainda pode ser bastante relativa. Eu sei foi que passou, mudou. O que vier agora, que for extra, é ego. Fico aqui pensando... querer atingir alguém, quando esse alguém simplesmente não sente correspondência. Por mais que se insista bobamente no atingir, no "vingar", é e…