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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Benedito e o amor não dito

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Benedito calou.
Benedito deixou que o caos se instalasse do lado de dentro, faltou-lhe palavras.
Mas não era falta de palavras, era falta de entendimento.
Benedito quis entender o amor do seu jeito livre, e livrou-se dele.
Benedito agora vive em eterna fase de digestão, ele sabe que o passado sempre volta.
E todo dia Benedito se pergunta porque a gente tende a lembrar só do que foi bom.
Benedito agora vive o agora.
Benedito quer se livrar das palavras que ficaram.
Benedito escreve pelo que não foi dito.
Benedito e o seu amor não dito.

Benedito calou.
Benedito se escondeu atrás do ego.
Cadê você, bendito Benedito? (tou aqui)
Benedito resolveu deixar o passado pra trás, mesmo levando-o dentro do peito.
Benedito as palavras devem ser ditas.
Benedito não se escutou.
Benedito emudeceu, o peito fechou.

Benedito espera que algum dia não seja tarde demais.
Benedito sabe que as palavras tem va(l)idade.
Benedito e seu amor não dito.
Benedito faz uma carta, se livra desse desdito.
Benedito agora com coragem, escreve…

aquele dia de fraude.

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tudo ao contrário, a vida on line é um abuso quando a vida real se torna um martírio. felicidade em rede. mudo a foto de capa, muda a foto de perfil, mas do lado de cá, dentro, tá tudo igual. mais triste às vezes. bem verdade que ando mudando de capa, tal processo de borboleta. e dói, ô como dói. constatar tanta coisas de vez. como machuca olhar pra dentro e só enxergar projeções, as malditas palavras malditas, ou nem ditas. que merda. hoje eu sou o verdadeiro cocô do cavalo do bandido sem nome. me perdi em mim. no que guardo aqui dentro. tão covarde. tão, tão. e perceber o quão duro é falar, pôr pra fora. e que essa vida on line ainda me mata. tanto amor contido, com medo de quebrar a cara. já quebrei. faltou cuidado, faltou tato. meu, seu. talvez eu precise lidar melhor com o que eu desejo, e assuma todas as consequências das palavras ditas. não, nem tudo está bem, e como é difícil pra mim simplesmente transpor a felicidade e assumir a crise. porque dói se fazer entender e não ser e…

Sobre o tempo que se esconde no finito

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e se revela em desenho-palavra,                       que escorre salgada.





A distância

Distância
Diztanto
De instantes, horas, dias, meses

Me pergunto cadê?
Nem o cuidar
         o cuidado
                       ficou? 

Será que só foi, e mais nada?

Raso, será que era só o raso?
Ou foi, e agora é orgulho? Medo?

Quem vai dar o primeiro passo?
Quem vai se dar o direito ao mergulho?

Ou quem sabe, o tempo passou
E quem ficou fui eu, à deriva.

No intervalo da rotina é inevitável não sentir saldades salgadas. 


Como re-construir uma ponte no meio do mar?


Despertar.

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         - eu quero te perguntar, você quer ficar comigo?          - ...          - ...          - quero, quero muito. 


aí eu acordei.

Aula para desaprender.

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de Bruno P.


(grata Thiago Pondé)

desconstruind.o.vazio

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ele faz _____________________
                                                     falta
mas s'eu admito isso,
                                                     |empata|
preciso deixá-lo (segu)               
IR
                          (part) 
pra 
que 
não 
me
(    ) doa
(    ) doar
(    ) ardor
mais
pra que elenão,
fique
      (enquanto mágoa)

não dá
não deu

ao final, 
            éramos          

                                          s
                           forma
                                          tos

            (egoístas )

de nos/nus gostarmos por/pra
si mesmo

na falta de n ó s
sobraram  e u s. 


Guerra dos mundos

O mundo do lado de fora explodindo em dor.

E eu me culpo por priorizar 
a minha própria dor de mundo,
não acho justo.

Pelo menos nisso,
temos dado prioridade igualitária,
sofremos juntos.

Cheio

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preencher              encher              de ser                 e ser                    ser  sê