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Mostrando postagens de Novembro, 2017

o desejo, as palavras e a verdade

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nos cabe o desejo. e dentro do desejo o nascer transbordado  e apressado de uma intimidade convulsiva. compartilhada.  somos assim, todos: íntimos-desconhecidos dos inícios.  nos permitimos conhecer outro corpo, desbravar daquilo  que não é revelado para quase ninguém. e ao mesmo tempo  tememos, tememos as palavras. abusamos do tempo.  do medo de viver sentimentos, mesmos os fugazes. somos  treinados para prever o outro antes de nós mesmos. ainda  que exista o livre arbítrio do desencanto. adiantamos processos.  não nos permitimos viver o agora, a decepção... eu acredito  no afeto. o afeto que também mora dentro do desejo. construções  naturais. gente que não tem medo. vive. e por viver e sentir, sente.  de verdade. divide. reage. não se veste de fuga. não prioriza jogo  ou o prever de algo que talvez nem se classifique.  meu desejo tem afeto. não quer só o corpo, ele deseja a pessoa.



pedra bruta

você, me dá vontades.





vem  di  va  gar.




aquilo que não fixa, escorre.

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e hoje eu poderia reviver tantos eus tocados por ti, 
esse alguém que mal conheço e me adentra de tal forma  que nem eu mesma me conhecia ainda.  o desejo. 
e talvez tudo que é surpreendente viva o presságio  do ser breve ou único.  será? 
por mais que exista a memória  para perpetuar tais descobertas,  o querer desconhece os limites do tempo. 
e o encontro ou o reencontro deveria tornar-se  tudo aquilo que abriga o agora.  somente o agora,  esse que parece brincar  de "ego ego esconde esconde". 
e o desejo quando não fruto de dois, vira fixação.  que medo de você. que medo de mim. 
fomos humanos demais nas ações? falhamos?  eu falhei. continuo falhando. 
sinto, muito.  você, teima.  escorre em mim.