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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

Quase lá

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E perto, já em contagem regressiva, tudo torna-se motivo para a crise.
São quase 30 anos e o que fiz e faço da minha vida? Não são mais os vinte e poucos, que são usados como artimanha para tudo que é bom e ruim na duração dessa dupla década vivida. Agora são quase 30 e tudo muda. É como se a grande ficha da vida caísse, aquele parâmetro vida-adulta. Sim, tudo agora tem mais sentido. Dos abismos aos êxitos. Nada é por acaso, as coisas vão se transformando em oportunidades. E só essa palavra já parece que pesa. Há palavras que pesam. E pesar é ter continuidade, deixa de ser um momento, coisa passageira. É algo que se estende até o fim. Pesar é sentir. Às vezes a gente vive e até sente, mas não sente o profundo. As palavras que pesam não, fogem da superficialidade e fazem sentir o profundo de suas entranhas. Independente de que fim/sentimento seja ou dure. Daí que a ficha cai e há um grande periscópio da vida em 360º ~ melhor que qualquer google street view ~ revelando presente, passado …

Sobre crescer.

Agora a ampulheta do tempo
se mede em garrafa d'água
que ENCHE,

en
quanto
e s p e r o

sem

       p
       r        
       e

sem
      p
       r      
        e  
          s
            s
              a.


Mas a maturidade
que CHEGA

apenas
pas
sa

pela pia cheia
> que se <
e s v a z i a

por pura necessidade.


poema de verão

me tome inteira
pr'eu não escorrer metade
me tome inteira
não deixe que eu sobre
e se eu transbordar
me tome cada gota até secar.