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Mostrando postagens de Setembro, 2016

quando você chegar,

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te quero futuro mas quando você chegar, 
chegue.

e que o medo seja menor  que a vontade de se dar que quem quer, quer! tenho aprendido sobre a simplicidade, meu bem quando for de querer, se dê sem medo sem temer
~ acredite ~
das coisas valiosas que se leva
quando a gente cresce são as lembranças dos vôos livres sem medo da queda todo mundo cai, 
mas depois levanta

ferida cicatriza o amor cura o amor recíproco cura o amor próprio cura muito mais que nos queiramos sem nos sabotarmos

e quando você chegar não apenas chegue faça o convite: - fica pra um café, pra um cafuné, pra uma vida? farei a réplica: - com açúcar, com carinho, com afeto?

e responderemos juntos: sim, 
te fico.
e então,  brincaremos de ser o próprio tempo.




a arte de cozinhar,

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o cheiro da comida comove, adentra, toma, invade e ronda todo o apartamento. a vizinha bate à porta curiosa pelo sabor, e só não lhe ofereço na hora, pois o ritual ainda não está findado. o que não impede que um convite para o almoço do dia seguinte seja feito. desde que redescobri a magia de cozinhar, a vida parece - sendo bem clichê - ter um gosto diferente. é que o cozinhar possui tantos significados... cozinhar a própria comida é um ato de amor a si. desde pequena observo os que cozinham à minha volta. tenho ternas e deliciosas lembranças. de minha mãe, seus peixes e receitas manauaras, do doce de leite caseiro de hoooras de meu pai, das feijoadas a cada dois de fevereiro de minha segunda mãe, do bombom de chocolate com recheio de cupuaçu maisgostosoquecominavida de minha tia materna, das invenções sempre deliciosas de minha irmã e dos doces que um dia arrisquei fazer e deram certo (UFA!). morando sozinha então, é impossível não encarar a cozinha de corpo, alma e coração. e desde …

mensal

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Sei que ela vem vindo, por todas as qualidades que aportam em mim.  O choro. A ansiedade. A raiva. A fragilidade. A sensibilidade. A fome. É como viver a morte ou descobrir mais da sobrevivência a cada mês.  Ainda que todos esses sentimentos-reações tenham sido  folclorizados/estereotipados ao longo dos tempos, todos eles fazem sentido.  Todos resumem o estar viva de forma intensa e particular.  São cinco dias sangrando... E como meu corpo poderia não reagir a isso?  É tudo tão simbólico.  O sangue que se esvai do mesmo lugar em que é gerado um novo ser.  E se este não existe, a morte vem pra findar, em ciclo.  Na vida também é isso.  Talvez sendo mulher e aprendendo a sangrar desde cedo,  seja mais fácil lidar naturalmente com a existência das rupturas  ou a magia de sempre estar renascendo, se renovando.  Cada vez que reflito isso descubro mais da metáfora do viver, das etapas,  do aprender a sangrar, estancar, deixar fluir os pedaços, regenerar.   É como ter um poder sim,  e guardo como vantagem d…

Ser e pertencer

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Não é porque é lindo que só existe a parte boa, ou que só é o bom. É lindo porque existe e é foda de vivenciar. Não que a vida seja o bastante nesse sentido ou justa com todas as pessoas. Mas nesse presente, posso compartilhar apenas daquilo que tem sobressaltado vários sentimentos em mim, que achei um dia ter conhecido de fato e ainda não conheço. Plenitude. A plenitude é incrível. Tenho 30 anos e nunca me senti tão pertencente a mim mesma como agora. A-G-O-R-A. (Eu amo essa palavra). Pode não ser apenas a idade, talvez sejam todos os fatores envolvidos nessa nova fase. Agradeço a tudo que me fez mal um dia, também. Pois agora, assim como uma canção ou um filme clichê de sessão da tarde, comemoro a vida de uma forma que nunca senti ou vivenciei antes. Parece sonho, mesmo sem ser necessariamente um roteiro já sonhado. E quando falo através dessas palavras - sonho/plenitude -, que geralmente são associadas ao que é bom, lembro mais uma vez que a vida é amor e dor, contas pra pagar e lo…

futuro

que seja de verdade
verdadeiro
quando é pra ser real não é metade
já nasce inteiro,