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Mostrando postagens de Setembro, 2009

Duas maltrapilhas numa noite turva.

Noite de chuva em um resto de domingo. Ponto de ônibus da ladeira da Barra. Algumas pessoas se amontoam para fugir da água.
Duas bufonas estão próximas dalí, a chuva cai e elas precisam se proteger não só das mazelas que lhe afligem, mas daqueles pingos que resolveram incomodá-las no meio da noite.
Chegam até o ponto assustando aos poucos que lá se encontram. Uma figura masculinizada, que só mais tarde se revelaria o contrário, dá ordens a outra figura perdida. Provavelmente alguém com dificuldades mentais, de corcunda sobresalente, a mão disposta na boca e andar troncho, tem um corpo magro esquálido e cabelos curtos.
Aquela que dá ordens é responsável por toda a organização dos acontecimentos seguintes. Sentam-se no banco do ponto, o que ninguém antes tinha se atrevido a fazer, e com seus pertences, coisas, bagulhos iniciam a arrumação de algo.
Na verdade aquela figura mais frágil apenas observa, enquanto a outra dona daquele momento continua a falar, reclamar algo. De repente um pape…

Enfim, é o fim.

Todos os amores estão casados.
Todos os amores estão presos aos seus amores.
Todos os amores estão selados, fadados, findados.

Todas as lágrimas são quentes e salgadas.
Todas as lágrimas levam embora o que não se quer mais sentir.
Todas as lágrimas secam.

Toda liberdade é livre de amarras.
Toda liberdade é poesia que se quer ouvir.
Toda liberdade um dia acaba.

Toda palavra dita um dia volta.
Toda palavra não dita, se cala.
Toda palavra se presa, entala.

Todo sentimento um dia morre.
Todo sentimento um dia floresce.
Todo sentimento se não vivido, apaga.

Todo todo é todo, pois um dia foi nada.

(à) vontade.

Ultimamente a vontade de escrever tem sido latente. É como se precisasse expressar todas irrequietações pelas palavras.

Ultimamente muitas mudanças vêm acontecendo dentro de mim. Positivas ou negativas ela estão me fazendo refletir bastante... quando não me deixam confusa, claro.

Os pensamentos se aglutinam na cabeça. Eu poderia ter um gravador e poder levá-lo para todos os lugares, para salvar todas as minhas inspirações e aspirações e pirações. Eu poderia ficar falando sozinha, que nem as pessoas sem juízo, só para ter o prazer de ouvir os pensamento gravados e julgá-los depois. Quem sabe assim eles tenham algum efeito melhor sobre mim. E eu poderia viver somente do consciente, e não mais do insconsciente.

Eu poderia parar também de inventar esses relacionamentos infundados e frustrosos. E os próprios poderiam me dar férias de novelas sem final feliz.

Todo mundo ama, não ama? Todo mundo gosta, não gosta? Não... nem todo mundo.

Escrever é uma forma de amar? De amor? Compartilhar com o mu…