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Mostrando postagens de Abril, 2017

segundo planeta do sistema solar,

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memória é
um tempo
que insiste
em ficar

saudade é
uma memória
presa dentro
d'um sentimento

e viver é
sentir 
memória
mesmo que
sem sentido,

seja como for,

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e por não saber 
me despedir da melhor forma
mesmo sentindo que aquela seria a última vez
que nos veríamos olho no olho

e por saber
que as palavras que ficaram no ar
esconderiam a falta de coragem 
que nós dois tivemos ao não revelar nossas verdades

e assim te des-saber

quando tenho saudades,
te ouço música

~ com as cores que te dei ~

o primeiro encontro até que enfim
o primeiro pôr-do-sol dentro do mar
o primeiro mergulho
a primeira andada em quadro de bicicleta
a primeira dança
o primeiro beijo debaixo de lua cheia 
o desejo, o tempo do desejo
tua face carregada de sol
meu corpo vestido de chuva
a beira da praia no meio do abraço

~ desconheço a certeza ~

hoje,
acho que te prefiro lembrança
quem sabe um dia a gente se ache 
em carinho do que é novo 
e mesmo com o tempo, se reconheça.




dessa tua delicadeza,

deixa eu  te fantasiar  poesia palavra vestida do tu derramado de vontade que sai de tua  boca
que  foge  por entre  teus dedos e revelam sete cordas que cantam
deixa vir a calmaria  essa que ressoa agora em meus ouvidos
essa que faz dançar  a imaginação canção composição de ti que já a guardo
enquanto eu  por ti  en canto.

sobre vida,

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tem o sol que quando te olha na contramão faz você perder a visão, te dá a oportunidade de adivinhar os caminhos tão claros, quanto surpreendentes. quem é a pessoa dona da sombra que vem em sua direção? qual a próxima paisagem a ser reconhecida? na areia pescadores recolhem um de seus barcos. dessas coisas que a gente não vai aprender na escola, mas parecem significar tanta coisa... você já viu um barco sendo tirado do mar? com a força das águas, a favor da maré, o encontro de vários braços e corpos se unem numa só direção até a superfície da areia mais segura. a força, a união, o empuxo, o objetivo comum. é bobo e me causa certo deslumbramento observar as cenas da vida. o mar, a transformação de suas cores. o céu que é livre daquilo que é humano, liberto do que mais a gente teme, ir e não voltar, o céu nunca morrerá. ouço canções enredos de paisagens, quem dá o tom é o que tenho preenchido no olhar. escuto enquanto assisto. e penso cá comigo, o outono dessa cidade faz encher o coraçã…

O agora,

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Sê inteira pra não ser metade  de ninguém. E entender da própria dor, permitir-se sentir o bem e o mal. Quando a gente cresce, parece que en- durece. E fica mais fácil dizer os não's do que os sim's. Que sejam refúgio ou medo de lidar com decep- ção . O "não" tem seu valor. Mas de repente não deve ser só regra. Vicia a amargura, constrói armadura. Deixa de ser proteção, passa a ser isolamento. E assim já não é saudável o viver, torna-se condição perante o natural. Se amar é se (re)conhecer. Aprender a lidar com o que  dói, encarar, refletir, escolher o caminho que verdadeiramente lhe cabe. Não apenas pelo outro. Não  dá pra ser mãe ou terapeuta  de tudo. Nem de todo mundo. O tempo é de cura e de estar  ao lado de quem não teme a  fragilidade, a sinceridade, a  'desexpectativa'. Que vive pró  e não apenas para si. Que ao  olhar, enxerga o outro. Que não  usa a energia do outro para  crescer sozinho. Que é e que está  com, sem necessidade de nenhuma cobrança. Que não tem medo do agora.   Aprendo…