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Mostrando postagens de Agosto, 2014

7 x 1 e a Copa da Vida.

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E esse sentimento de abrir mão, de largar, descartar tão espontaneamente quase que sem dó? É desse tipo de sentimento que eu tenho medo que se perpetue a cada futuro, geração. É o sentimento fast food, só interessa o que dá prazer, alí, na hora, e até quando der prazer. É como se as pessoas não pensassem mais em continuação. No depois. Esse viver completamente conveniente do 'agora' é por demais temeroso. A gente tem que saber se comprometer, e saber com que, com quem está se comprometendo. Imagina se tudo na vida fosse jogar fora e acabou. Principalmente quando falamos de pessoas. Chega a ser ridículo ver tanta adulação, endeusamento, pra na primeira oportunidade de ter de lidar com o erro, com o defeito, com a imperfeição, abrir mão, virar carrasco de quem há minutos atrás era tratado completamente de outra forma. Um amigo outro dia me falava o quanto que ser palhaço o tornava mais humano, ao relembrar que a gente não precisa se colocar acima perante o erro do outro, porque …

Há dor.

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A dor é tão parte quanto todo e qualquer outro sentimento. Em equilíbrio ou desequilíbrio. As pessoas, algumas, podem não compreender isso... Outro dia me perguntaram o que achava de tantos cômicos, comediantes, gente que trabalha com o humor e morre por suicídio, depressão. Assim como se fosse uma espécie de traição/contradição, de forma que [ quem  também é humano e ] trabalha com o humor estivesse isento da dor. Mas quem disse que escolha profissional é necessariamente escolha de vida? Por que não válvula de escape? Intervalo? As escolhas são particulares. Uma profissão pode ser só um exercício num tempo e regras pré-determinados.  E nem [ por ser algo já estabelecido ] significa que o atuante o faça em plena verdade. Quiçá o faça com a competência do cumprir. É que o trabalho e as profissões também são formas de tornar nossos mundos [ tão particulares ], conjuntos. Em semelhança de algo, do fazer, do classificar, pra ordenar, pra encaixar. Só acho perigoso querer generalizar, e fa…

Ex-ame.

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- Diga, o que você sente?
♫ mora na filosofia pra quê rimar amor e dor? ♫

- Aperto no peito, palavras presas na garganta, estômago embrulhado. Tem cura, doutor?


- Próximo!





[[ Sobre consciência existencial ]]

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Quem nasce perto do mar sabe, que tamanho é diferente de imensidão.
Quem nasce perto do mar sabe, que para imensidão não há tamanho.
Quem nasce perto do mar sabe, que não há imensidão que possa caber dentro de um só olhar.
Quem nasce perto do mar sabe 
de seu tamanho.
Quem nasce perto do mar sabe onde mora a imensidão.





Desejo cadente.

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Era noite. Uma noite de balões e cumprimentos. Era quase fim de mês, era fim do mês. O céu inundado por estrelas. De repente, os olhares quase-cruzados. A última pessoa que poderia imaginar, ali, bem à frente.  Fiz que não vi, mas eu vi. Quis dar uma trégua à expectativa. E, nos intervalos do estômago em vôos de borboletas, debruçava meus lábios em copos de coragem para passar o tempo covarde. 
Inevitavelmente deu-se nosso encontro. Aquele abraço, o mesmo abraço de corpo inteiro. As palavras brincando em nossas bocas. Havia fluxo, havia fluidez. Até o momento exato que elas faltaram. E antes que o desenlace da situação e outro enlace se desse... um estouro! 
Era a primeira vez que via um poste-cadente. Curto circuito de fios, se transformando em estrela explosiva. 
As palavras já tão despedidas, fugiram. Sobraram os olhares, atestando o silêncio, o inevitável.
Os olhos fecharam. O tempo passou molhado, ardente, incansável e demorado. O sentimento era de curiosidade matada, de fome saciada…

|| Q || u || a || s || e ||

Quando é que afina? Onde mora o equilíbrio? Onde fica o querer? O quase... Tenho vício de quase. Não, não tenho vício de quase. O quase é que me persegue. Quase era mergulho. Quase era pra ficar pro resto da vida. Quase foi recíproco. Vivo do risco. Mas a vida é risco.  Quem um dia será único? Não existe exclusividade no amor. Tudo já aconteceu e tudo é inédito. Talvez a forma. A forma de querer. E quem vai querer? O instável. O desequilíbrio. O que não presta. O amor romântico é lixo. Reciclável. E a vida é feita de finais, pra ter onde recomeçar. Mas nos contos  só existem os finais felizes. E o depois, onde que fica? É o quase. E onde está aquilo que continua? A paciência, a parceria. Amor é investimento conjunto. Mais com menos, dá menos. Amor é o maior equilibrista do mundo. Os trapezistas, os nós, precisam estar dispostos. O coração é um grande circo, de riso e risco. O quase é um depois que não virou futuro. O quase é que me persegue.

(a)gosto

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Omar amava o mar. O mar amava Omar. O mar revolto de Omar. Omar revolto de amar.