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Mostrando postagens de Novembro, 2012

De sonhar.

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Diz a menina que, quando amar, não vai querer príncipe encantado. Esse não tem inspiração.
Na verdade ela quer virar  canção, poema, pintura, imagem,  de imaginação.
Pode ser poeta,  fotógrafo,  músico ou pintor, pra realizar seu sonho de  musa inspiradora, mas sem dor.


"Por favor não façam barulho no ambiente..."

Sigo, em mim.
Sei que fiz, por nós.
Mas acho que estrada chegou, ao fim.

Apaga-dor  ♦ Transforma-dor ♦ Desembarga-a-dor ♦ 

Tardou a dor.
Atordoada, a dor doada.
Ardor, meu amor.


"se abre e acaba comigo..."

Poeminha descarado (para Salva-dor da Bahia)

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Terra boa para porra  essa Salvador, da Bahia. Não me dei,  com tanta aleg(o)ria.
Sol e mar, o dia inteiro, véi. Fim de tarde: sombreiro, capelinha e queijinho,  na "promo" dos de$.
Cerveja gelada no Porto da Barra, p i r i g u e t i n h a. Toda noite me acabava no cravinho, n i n h a. 
Fosse só diversão, era avenida, era carnaval. Mas na Bahia aprendi,  que toda palavra que rima é mal(is).
Essa negra afrodite, dúbia, sincera, sofrida, fique aí não, mas fique.
Um barril de linguajar, fulêro, na moral, miserê. Sei que essa Salva-dor da Bahia, rapaz,  é um lugar difudê.




O colo extra.

outro dia passando pela rua,a cena que não me escapou aos olhos:
mãe e filho, o filho correndo pro colo.
é que colo de mãe é lugar seguro, que se sabe desde cedo.
não tem guerra, não tem tempestade, não tem furacão, que vença colo de mãe.
até me lembro do meu último colo. deitada na cama, minha mãe. eu por cima dela.
era até como se já sentisse  o que estava próximo de acontecer,  eu sem ela.
lembro como se fosse hoje, e era exatamente isso que eu pensava: como era seguro estar ali, mesmo sem motivo. só estar.
agora aqui, descolada, deslocada. me coloco a pensar:  mãe, você esqueceu de deixar um colo extra!


A la Bernardi.

Na dúvida abro mão.
Melhor que abrir as pernas.