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Mostrando postagens de Outubro, 2014

Liberdade às avessas.

Em janeiro de 2012 quando minha mãe floresceu em outro jardim, passado certo tempo depois, juro - por mais mesquinho ou covarde que pareça [tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas] - pensei que não haveria sentido maior pra viver nesse mundo. E veja, não falo que haja maior sentido na morte, nem de vontade de morrer, mas sim da graça na vida, de haver profundidade no viver. Era como se por um momento nada fosse como antes, e não era mesmo. Uma lembrança-aprendizado-marcante, que tenho do dia de sua cerimônia de passagem, é a de observar durante o caminho para o cemitério, os ônibus passando, as pessoas em suas rotinas normais, o céu no mesmo lugar, mesmo que pra mim fosse tudo novo, e era mesmo. Agora, no último dia 05 de outubro de 2014, a despedida vem mais uma vez fazer parte do caminho. Pra relembrar que nada nessa vida é estável, permanente ou romanticamente eterno. Bem sei, que o amor não deveria ter prazo e talvez não tenha, visto a sua capacidade de transfo…