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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Nas o n d a s que desaguo...

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meu 
cor
a
ção,  polvo
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ten táculos  pra mar  de todos
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são muitos  amores  para (um)  pouco  coração
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um vai  e um vem
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na maré  alta
na maré  baixa
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eu quebranto rocha
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eu des a gu o
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na'reia do ahhhhhh mar.

De saudades.

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eu e a nêga no quarto... coração explodindo em vazio. ela me olha como se tentasse entender, ou quem sabe, dizer que me entende.
cão é um bicho esperto.
as lágrimas que brotam sem parar,
dos olhos. e os soluços que revelam, dor em tons.
eu sei, eu bem sei, que esse vazio  nunca mais será preenchido.
saudades é um sentimento  que eu ainda não sei explicar. 
e essa saudade que sinto, não tem hora, é memória: do quadro na estante, do cheiro no quarto, do sonho com o abraço.
minha saudade tem nome, e ela se chama mãe.








De renascer, sem morrer.

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PÁ!
E se de repente você acordasse e a vida não fosse mais como costumava ser? Nem sempre as mudanças vem em calmaria, na verdade a maior parte delas são tempestades vorazes. Disse, certa feita, uma professora minha que toda experiência de vida vem acompanhada de dor, aquela angústia, dúvida, receio que a gente sente: é dor disfarçada, camuflada.
Nesse momento o que sinto é um misto de solidão com novo formato de vida. Sei que agora ela continua aqui, mas de outro jeito, outra forma, outro tipo de presença. Sei também que a vida foi generosa até no momento de despedida. Quantas são as pessoas que podem se despedir de quem mais se ama? Poder lhes falar: "eu te amo" e ouvir um "eu também", antes que tudo seja findado.
Acho que não existe sentimento de culpa, porque simplesmente não houve culpa, nem desculpa. Tudo que estava ao alcançe foi feito. Até ultrapassar os próprios limites, reinventá-los, redescobri-los. A vida é que é efêmera, demais. E os momentos se fazem pre…