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Mostrando postagens de Abril, 2018

O que aprendi depois de Gil

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Um tempo atrás quando pensava em mudança, imaginava sempre algo relacionado a estar totalmente só, para aí sim o desafio ser real. Hoje aprendi que a gente não precisa estar só em nossos sonhos e desejos, nem negar apoio ou ajuda de quem tá perto. Isso não invalida a potência do nosso querer ou do nosso poder de realização. estar com é bom, é muito bom. Não precisar ser forte o tempo todo também. 
A solidão, a solitude, o crescer interno que somente tem o aval do acontecer a partir de nós mesmos também se faz das experiências que temos com os outros. Acredito hoje que o amadurecer também está nesse reconhecer das nossas vulnerabilidades, que não são necessariamente dependências ou relações utilitaristas. É buscar o saudável, o equilíbrio de tudo isso. 
No agora, a mudança que há tempos sonhei, vem se materializando com muita gente querida ao redor. E tenho por mim que depois que conheci algo sobre a morte de perto, essa espécie de ponto final que nos está fadado a acontecer enquanto hou…

viver presente,

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intensidade quase nunca é sobre o tempo em que as coisas acontecem, mas sim sobre a entrega a que elas se permitem acontecer. a gente tem vivido uma época em que as urgências são tantas. eu, você, todos nós. há tanta ilusão vestida de projeção daquilo que ainda nem deu tempo de nascer e morre em atropelo de emoções, sentimentos, obrigações vestidas de papéis sociais. 
o sol quando cai, a gente já sabe de seu enredo, mas nunca é igual, nunca. tantas vezes que sentada a beira-mar um céu nublado se transformou num mergulho lindo de cores. a gente pode até querer imaginar onde as coisas vão dar, sabotar inícios em finais, temer futuros... 
mas se permitir sentir com tranquilidade e intensidade o presente, se deixar surpreender, ainda é uma das coisas mais bonitas que podemos fazer por nós mesmos e pelos outros.

desaguar,

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gente  precisa  encontrar  o lugar  onde  mora:
 a pausa,  a casa,  a asa.  e se  permitir  mergulhar.

coragem  não  define  o tamanho  da  profundidade. 
renascer  é sempre  necessário.
 no azul,  no calor,  na água  salgada  que sai e  na que  abraça.

lição marítima.

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Se você observar, em volta do mar o chão não é concreto.                                                          Mesmo um dia quem foi rocha, vem se tornar areia, completamente moldável.                    Em texturas e cores. 
Se você observar, a gente flutua quando tira o peso da mente e deixa o corpo se levar, ser levado. Quando a gente flutua o único som presente-latente é o da nossa própria respiração.  Quando a gente confia, a gente flutua.                                                                                                  A gente ~ se ~ ouve. 
Se você observar tem um mundo inteiro ao redor explicando cada sentindo da vida.            A todo instante.

responsabilidade afetiva

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será que nos pensam "psicarentes" ou à procura de qualquer paixão? será a sina do amor romântico e das "mulheres feitas pra compreensão"?                                                                            às vezes estar com o outro, ou escolher estar, não é sobre o definitivo. é sobre se conhecer, reciprocamente. saber mais de, usufruir da presença. as pessoas são mundos, porque não conhecê-los? me parece que os caras temem, não sei o quê. e partindo de uma realidade hetera, é difícil não direcionar "aos caras". a impressão que fica é de olhar pro lado e ver um monte de mulher foda: desprendidas, dispostas, interessantes. enquanto os caras temem. q-u-a-l-q-u-e-r tipo de relação. (se você não é um desses, mantenha e dissemine). passadas algumas inseguranças da juventude, acho muita demanda isso de ficar com alguém e depois ter medo, não saber se comunicar ou como agir (não falo de situações traumáticas, claro). a gente divide uma intimidade da porra e depois …