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Mostrando postagens de Junho, 2010

sou saudades.

esses vão. e se vão, hão de deixar esse vão (______________) no meio do peito. 

[só saudades]

Manifesto a (à) liberdade.

Liberdade tem nome. Tem sobrenome. Tem corpo. Tem identidade temporária.  Não, não.  A liberdade não tem forma. Não tem corpo. Não tem sexo. Não há descrição, nem discrição. Ela existe. É fato incontestável.
[Partilhar, deliciar, gozar, sentir, silenciar, mergulhar, respirar, estar por inteiro.]
Sem amarras. Sem couraças. Sem disfarçes.  Desnudar-se em alma. Estar presente em estado pleno é uma arte. Os desafios são para os poucos, não para os muitos. Sentimentos são facas de dois gumes. Perigosos. Racionalizar o que se sente? Ciúme. Vaidade. Desvendar o que é humano. Educar coração? Educar tesão? O que é o mortal? E o imortal? O que é permitido? Cumplicidade, amor, carinho, zelo sem cobranças.  Tudo é permitido quando se há liberdade.

[Impressiona-me o agora. Tamanho é, esse tal vazio de intensidade...  Por favor, não demore de voltar liberdade.]

em 08-06-10.

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É tudo e tão pouco ao mesmo tempo. A necessidade de escrever sempre vem. E é de vez. Tudo para ser dito para fora do que estava guardado do lado de dentro. É o sentimento que me toma agora. Preciso expandir, preciso me abrir, estar presente em mim. Decisões foram tomadas e é preciso saber lidar com elas. Gostar é algo muito louco. Esse vai e vem, essa necessidade de se fazer entendido, de querer ser o único, a única. Mas ao mesmo tempo, são dois. São dois mundos, duas cabeças, tantos sonhos, tanta liberdade, tamanhas carências a serem supridas. Sentir saudade, sentir falta, ao mesmo tempo querer viver sua própria vida. Como continuar? Como prosseguir? Ele sempre aparece. O medo de ser entregar, de ser ridículo. De arriscar. Porque temos isso? Esquecemos nossa individualidade para supervalorizá-las em momentos propícios. Vontade às vezes é só vontade. Desejo passageiro. Fome é fome, e fica. É preciso alimentar-se de algo para viver. O corpo, a mente, a alma. Contemplaras idéias. A '…

Sexo!

"Sexo 

Na semana passada, ele pintou um pontinho de caneta azul no meu dedinho. Isso foi a coisa mais sexual que me aconteceu nos últimos cem anos. Um pontinho de caneta azul no dedinho. Meu coração disparou e meu dedão do pé direito tentou estalar mesmo com a bota apertada. Um pontinho de caneta azul no dedinho. Uma língua na orelha é pau. Uma língua dentro da boca é pau. Pau é pau. Dedo é pau. Mas um pontinho de caneta azul no dedinho é como um espaço gigantesco de um pau que não existe. O maior pau do mundo que não existe. Não sei explicar, mas sei que é mais pau que pau.
Na semana passada, ele encostou o braço no meu, quando pediu emprestado meu carregador de celular. Eu emprestei e depois descobri que ele tem um Iphone. Então o quê? Não sei. Mas sei que aquele braço no meu foi a coisa mais sexual que me aconteceu nos últimos cem anos. Minha língua lutou bravamente contra o céu da minha boca. Uma vontade de me enfiar num buraco dentro do meu próprio buraco.
Nem nos olhamos, m…

Primeiras impressões

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Um prazer indescritível. Faz tempo que as mãos não ficam assim... bipolar (?). Gelo e calor. Um nervoso que beira a infância. Essa coisa de se ‘apresentar’ em curso, mas parece terapia em grupo (nada contras as terapias, por favor). Sempre tenho uma vontade imensa de dar aquela quebrada no clima falar logo o nome, signo, ascendente, RG (!), só pra distrair o tal nervoso e o clima tenso. Que muitas vezes é tenso só pra quem espera a sua hora de falar.
Enquanto a minha hora não chega, fico matutando na cabeça o discurso que vou dizer, pra não errar, pra não fazer feio, pra não gaguejar, pra não pensarem isso ou aquilo. Vixe. Como se minha vida não fosse justamente trabalhar com o contrário disso, os riscos. Mas isso fica pra algum outro texto.
Sei que a tal fatídica apresentação deve mesmo ser um suplício para todos, ainda que tenham aqueles que consigam falar com mais leveza, observo que a maioria a teme.
E vai passando a vez de cada um, quanto mais longe de mim, mais presto atenção aos q…

dedicatórias

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§

perdi.
sinto o amor.
instigo-o.
declaro
motivo.
se viver é arriscar,
então, corro sérios riscos.

§



[dedicado às grandes poetisas dos 'meus últimos tempos': Ruiz, Lucinda e, em especial, a hermana Uerba - http://semensaio.blig.com.br. Bônus track dedicatória: chica querida. Haja amor.]

Do dia em que virei auto-ajuda...

"É mais fácil repelir que acolher. Não se pode ser tão egoísta assim. Lutar contra o ego. Às vezes o pouco é muito pra se fazer uma 'guerra'. [pausa]
Muitas reflexões, muitos embates. As respostas vão surgindo. Crescer dói. Mas é bom. Sair do centro. Evoluir, cacildes! [pausa]
Certas conquistas nem sempre virão dos melhores resultados, ou maiores embates. Vem com o tempo.Depois que a gente aceita perder também."

[inspirações via twitter]