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Mostrando postagens de Dezembro, 2009

Tradução.

Às vezes certos sentimentos são mais comuns do que imaginamos.

É partindo desse pensamento, que transcrevo aqui um texto que descobri hoje e pelo qual já tenho certo apreço por traduzir muito do também existe em mim...


'Talvez ninguém entenda
O que eu passo agora.
Talvez só caiba a mim
Encaixotar essa agonia.

Vejo um céu tão grande
E apenas uma lua.

Talvez nada no mundo compreenda
Esse escândalo mudo em mim.
Apenas sentado,
Como quase em um milagre,
Perco o meu sono.
Mas não foi só isso que eu perdi,
Perdi as legendas exatamente
Daquela parte vivida.

Tenho comigo a última opção,
Mas resta tanta coisa
Que tenho a sensação
De que me distraí em algum momento,
De que algumas folhas caíram
E o sol se pôs incoformadamente.

Tenho memória apenas
De coisas cotidianas
Que acabaram se dispersando.
Não tenho respostas.
Tenho apenas sentimentos
E não sei o que fazer com eles.'

[Ângelo Nascimento]

Sem definição.

Da arte do desencontro, só os desencontrados é que sabem.

Quem podia imaginar que aquele tipo de encontro desencontrado aconteceria?

Mas nem no pensamento mais sórdido, nem na trama mais nonsense de novela das oito era capaz de se ter um caso assim.

Ou não.

Na sua cabeça não conseguiria definir, pelo menos até as próximas horas, o que teria sido sonho ou realidade.

Se por um lado foi inimaginável, por outro foi totalmente crível.

Crer que por sorte não era sentimento forte. E que bom que dessa vez não era nada...
 exatamente isso NADA!

O amplexo.

Tudo começou por causa dele...

Pronto, um abraço e eu já estava apaixonada. Literalmente entrelaçada a você.

Mais alguns segundos entre os teus braços e eu conseguiria imaginar nossos filhos.

Eu ainda tentei me desvencilhar daquele aconchego.

Completamente pêga de surpresa pela sua carência braçal.

Pois não é que continuastes a me abraçar? Aquele longo, caloroso e demorado abraço.

E eu já estava   e n t e r n e c i d a   por ele, por você...

Não que fosse a minha intenção, e não que fosse a sua intenção, mas aí já existiam intenções demais.

E foi assim pelos teus braços que desatou a minha desarvorada paixão...

Foi por eles também, por tudo que me proporcionastes imaginar naquele pífio momento, que hoje estou aqui... essa figura desabraçada. E sem ti.

Com fusão.

Eu gosto de reaproveitar as palavras. É reaproveitar, não é? Reinventá-las nos seus diversos e novos significados, montá-las, desmontá-las.

Queria poder fazer isso comigo mais vezes.

Ando tão confusa. Acho que estou sofrendo de solidão. Por isso tenho me apegado tanto as palavras.

Elas são companheiras. Pá, lavras, lá, vás. Se picou!

Escrever.

Fazia tempo que eu estava com vontade de vir aqui, só escrever... sem pensar.

Mas só de pensar, eu desistia de escrever. Esperava o momento certo para exercer esse simples ato, às vezes não tão simples assim.. Pois é.

Se de um assunto virão milhares, como organizá-los em pequena reuniões de letras? Como dar a eles e elas os verdadeiros sentidos por qual traduzem certos momentos da vida? Difícil, não, não... é fácil.

Muito bem, primeiro vem a negativa para depois a solução. E olha só, aqui estou eu escrevendo... bingo! Objetivo 1, feito.

Bom, um pouco de som pra iluminar os tais pensamentos. Música. Pura música. Daquelas que se ouve e dá uma imensa vontade de sair cantando porta a fora. Que dá vontade de ter cãmera e fazer um clipe próprio. De coreografia única e nonsense em sua maioria.

Taí... escrevi, escrevi, mas acho que perdeu-se o sentido. Eu avisei que eram muitas coisas ao mesmo tempo. Minha cabeça não pára. Bom, acho que a de ninguém.

Por falar em mudança de assunto... estava aqui…