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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

Sobre laços.

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levei minha mão até a direção da mão dele,
apertei palma contra palma, para que caminhássemos juntos.
ele me corrigiu, desencostou sua mão da minha por frações de segundos, e ao voltar encostou não só sua palma, mas entrelaçou seus dedos aos meus.
naquele dia eu aprendi com ele, sobre o que era estar entrelaçada de verdade a alguém.












No interior do pra sempre.

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O tempo na cidade já não era mais o mesmo. Revelou-se então o tempo regrado e finito. E dentro do finito tudo que se chamava de fim imediato. Além de finito, o tempo também era urgente, uma urgência regrada de fim. Com hora marcada, sentimentos pré-estabelecidos, posturas a serem seguidas à risca. Alguns chamavam de trabalho, outros de garantia de futuro (ainda que desperdiçassem o próprio presente), já outros, de ordem, organização, praticidade. Era luxo ter tempo ao tempo e não fazer nada era sentimento de ofensa a quem tanto do tempo reclamava, justamente pela sua falta, pela sua finitude. Até que o tempo cansou de ser finito, de ser controlado sem ser sentido. O tempo foi embora pra longe. Os relógios pararam, o tempo fugiu do capital da capital e foi-se embora para o interior do interior. Desacostumado com a calmaria natural, demorou em acostumar-se com o nada, aquele vazio que não tem necessidade de preenchimento. Agora o agora era definitivamente o presente. Os minutos, os segu…

aportando

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em meio a sua  boca-língua-leito já com ar rarefeito desfaço-me  em rios de prazer.