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Mostrando postagens de Setembro, 2012

Se minha mãe fosse biografia.

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Uma página em branco na agenda. Nela está datado: 13 de janeiro de 2012. Além de ser também uma sexta-feira, é uma das poucas folhas que ainda estava sem nada escrito. Pensei: sinal de sorte. Daí o resto foi minha confusa memória que ajudou a escrever... 
Minha mãe, no auge de seus 63 anos, se despediu desse mundo nascendo flor em outro jardim. Minha mãe, quem sabe minha irmã numa outra encarnação, me deixou as melhores heranças em forma de aprendizados de vida. Já fazem sete meses e a cada mês, nasce uma nova saudade.
Manauara, profissional das letras, professora daquelas inesquecíveis. Descobriu sua profissão bem cedo, por conta de uma peça bem pregada do destino. Quando menina imitava para seus colegas um professor que estava fora da sala de aula. Pois calhou do próprio dar-lhe um flagra, bem no ápice de seu momento de inspiração. Como castigo a encubiu de dar aulas para alunos de uma outra turma, e mais velhos. Uma responsabilidade que não lhe aquietou mais.
Engraçado que mesmo sendo…

De construção.

(des)

cons                ção
              tru


de 
pá 
lavras.

confesso:
soul fãnática!

O beijo.

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em sua boca 
foi que eu me perdi.
perdida mente 
na sua boca, me perdi.

e olhe, 
que não é fácil 
mefazerparardepensar
na sua boca, eu me perdi.

perdi na sua boca-mente.
em sua boca-mente, me perdi.
suavemente na boca, perdi.
perdida-mente, na boca, perdi.

na sua língua 
me encontrei.

deslizando 
       pelo 
        céu 
         d
        sua 
       boca, 
          oca.

salivando 
      pelo 
       céu 
        da 
       sua 
       oca, 
    boca.

passeando 
       pelo 
        céu 
         da 
        sua 
       boca
        oca
      cabou 
          o 
       beijo.  





Se jogue.

meu game, love
me game, love


game of love game off love game for love
game, love game lover game over


Do que sobra

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"Se não for o amor, o que sobra é ego." Talvez seja mesmo, e amor na sua amplitude de significados. Ou talvez, esse sentir, não seja uma verdade absoluta e plenamente praticável. Quem sabe... exercício de vida?! Acho que no final das contas tudo gira em torno dessa carência humana interminável, essa vontade de querer ser único, especial, aceito, de sermos agradados, admirados, compreendidos por completo, reunidos em desejos e vontades. 


E se simplesmente algumas coisas, ou tantas coisas, tiverem um buraco bem grande e não forem preenchidas? E se nascemos para sermos sozinhos? E se o "porquês" não tiverem as respostas do tudo, nem do todo? Quem está preparado pra desagradar? Quem está preparado para ser perfeito? Quem saberá com-viver com-sigo mesmo, com o outro? 

Tantas relações a/temporais, tanta gente que fica, tanta gente que se es-vai. Sensações em transformações constantes. As relações mudam, junto com os sentimentos. E a vida segue traçando o tabuleiro dos jogo…

E se...

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Ele me causa alguma emoção agora. Pelo que foi, e sempre será, do que (o) guardo  aqui dentro. Do nosso breve encontro, breve e intenso. Pode até nem ser por ele que o coração sente saudades, mas do ele que foi em mim. E se todo gostar fosse amor? Me perco nas lembranças das histórias vividas. Dias especiais. Porque a vida é um clichê bom de se viver. E é gostoso relembrar os detalhes... dos cantos de olhos procurando alguma confiança, até o inevitável frente a frente, olho a olho, sorriso a sorriso. O reconhecer-se em palavras, em "tanta coisa em comum". A-creditar. O primeiro beijo depois de uma noite inteira de discursos. Depois os beijos desarvorados embebidos pela curiosidade. Pode ser que nem o veja mais...A pressa, o des-cobrir, os suores, há entrega. O dia seguinte, o entrelaçar de surpresas em duo. Seguir em passos juntos, mãos dadas, dedo a dedo, passo a passo. Esse seu sorriso é lindo, nunca tenha medo de mostrar ele pra ninguém. A vontade boba de querer estar pra…