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Mostrando postagens de Julho, 2011

De memória.

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o problema não é o esqeucimento é (in)justamente a lembrança

De não t...

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   A pior coisa que existe quando     se quer exprimir algo 

   no meio do 

   caminho é não 

   ter uma caneta na bolsa.



De transformar ser.

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Não preciso de nada que seja totalitário.
Quero o que me transforma, que me regenera 
do centro "eu".

Quero o que me muda, mas que não me cala.
Eu quero viver a transformação,

também, pelo que não é meu.

De Sampa [Parte 2]

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No meu último dia de Sampa, resolvi andar sem destino pelo centro da cidade. Na verdade buscando algum destino, já que são muitos. 
Depois de andar quase três horas ininterruptas, uma esquina me chamou a atenção, e bem quando eu já caminhava para voltar pra casa. Dois meninos, seus violinos e algumas pessoas paradas que os assistiam. Eles tocavam, enquanto a capa de um dos instrumentos lhes servia como chapéu
Inevitavelmente parei, e observei a cena que se formava ao redor: São Paulo noturna, com seus passos apressados, o frio que mantém a distância das pessoas, que dá armaduras naturais aos corpos. 
Eram poucos os que apreciavam àquele momento, mas o suficiente para fazer com verdade, como se realmente pudessem dar um pause em suas vidas. 
De repente, no meio daquela roda, um menino, que passava, parou, tirou seu fone de ouvido, percebeu a música que tocavam e começou a cantá-la, como se fosse o vocalista que faltava para aquele concerto. 
A música nada mais era que o enredo daquela cen…

De Sampa [Parte 1]

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São Paulo não 'bate onda', ela é a própria onda.  Onda não, tsunami.  Vai levando tudo pela frente, inclusive você.

Hoje saí pela Liberdade recordando caminhos.  Fui parar na Praça da Sé pra ver arte do século XXI.  Desisti do viaduto do Chá e atravessei rumo ao Largo São Francisco na base da intuição Bela Vista.  Andando parei, já que saco vazio não pára em pé. Enchi.  De saco cheio, segui para a Brigadeiro Luis Antonio sem fim.  Enxerguei antigos trajetos passando pelos Ingleses e suas lembranças, até chegar ao destino indefinido: Avenida Paulista e seus violinistas de esquina, embalando semáforos e passos apressados, com a canção que indagava "where do they all come from?".

Agora pouso em mais algum de seus prédios comerciais e descanso as pernas e os calos nos pés.

São Paulo não pára.
[Em 30/06/11]



[Foto: Fausto Chermont - Exposição São Paulo do Século XXI - Caixa Cultural 2011]