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Mostrando postagens de Janeiro, 2012

Jardimãe.

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das uerbas...


[As palavras não substituem os sentimentos, mas elas sempre serão aliadas. Que esse não seja um dia de tristeza, apesar de inevitável, mas sim de recomeço a todos que fizeram parte de alguma forma da história de Therezinha, minha mãe, nossa mãe, amiga, irmã, tia, colega, amada. Que as lembranças sejam de memórias boas para eternizar cada relação que ela construiu com os que estão hoje presentes. Todo fim é recomeço, e que esse não seja exceção. Assim como a própria dizia: "palavras boas toda vida". É por isso que dividimos aqui com todos, as palavras boas toda vida, de Therezinha:
açaí com tapioca céu azul arco-íris peixe frito cachoeira castanha do pará fuscalina e furabolo bolo de carimã ronnie von feijoada de conça sueli silva e picole de cajá, seu último desejo...  mas escondido do médico.]

||para registrar aqui nesse 'meu canto' o grande amor de minha vida toda. toda vida. palavras compartilhadas hoje em sua cerimônia de passagem.||


De cura.

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dor se cura com quê?
eu queria agora um bandaid do tamanho dessa dor,
quem sabe um algodão molhado de amor pra curar

estancar esse tilintar sofrido
de um coração a danar em bater,
como se fosse porta fechada, trancada, sem fechadura

a liberdade é fugaz.
o futuro é incerto.
o presente é agora.
e "transformar espera em esperança" não é fácil

fico do meu lado, sem saber o que pensar
pedindo um tempo pra vida
e pensando que com tantos manifestos por aí
eu queria mesmo era um manifesto do lado de dentro

um manifesto pra entender...
como posso salvar o mundo, 
se às vezes não sei como salvar a mim mesma?

vida,
hoje a gente precisa dar um tempo.
o problema não é só com você, é principalmente comigo.



De sonante.

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seu som suave no meu ouvido.
até  parece, arrepio.




De pro fundo, bem no fundo.

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O que me habita é muito e pouco. Transformo o mundo do lado de fora, e às vezes me parece que o mundo que mora em mim está estagnado. É como se nunca fosse a hora, o que acontece, é comigo ou só comigo? A insensatez me pertence. Dias em que chove fora e trovoadas se lançam por dentro. Um sentir desmedido de não sei o quê, que não tem nome.

Talvez melancolia... 





A maré.

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deixe de onda, que eu quero é mar... 


"A vida é tão rara...."

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Dói tudo, só que do lado de dentro. Que dia difícil. Que dia bonito. Que dia de amor. Que dia de dor. 
Ouvi tudo que a moça de jaleco branco falou. Cada palavra. Tentava me prender aos seus olhos, enquanto as tais informações sobre ela ecoavam em meus ouvidos. Sozinha. Segurei a emoção, respirei e voltei pra sala como se nada tivesse acontecido. Fingi que estava tudo certo. Guardei pra mim. Olhei pra cada detalhe que lhe pertence, pra não perder mais nada de hoje em diante. Cada expressão sua. Me torno cada dia mais repetitiva nessa mesma emoção. É difícil ter que disfarçar sempre. 
Não sei se compro uma bicleta, se vôo os meus sonhos ou se tenho filhos logo.
Tem coisas na vida que não poderiam ser finitas, é injusto. Assim como as pessoas boas que viram borboletas ao contrário. 
Ser forte me enfraquece. E por hora eu só quero entender o que a vida está me propondo.  




É, mas não é.

Tem InspiraDor que deveria ser InspirAção.





"Pois é"

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Difícil é não pensá-lo.  Procuro sinais,
quaisquer um deles.
Que maldade, Chico...