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Mostrando postagens de Setembro, 2017

Pela liberdade de ser o que se quer,

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Quando nos falam que a gente precisa aprender a se amar antes de amar o outro, não é só sobre fazer o que gosta ou se agradar. O lance é profundo, pesa, dói, mexe com traumas e desconstruções, tem altos e baixos. Talvez maior desafio do que amar ou conviver ou dividir a vida com outra pessoa, é a tarefa de conviver consigo mesma/o. 
A gente vive numa sociedade que estar só parece sinônimo de fracasso, como se fosse status ou necessário ser amado/amada por alguém pra ter algum tipo de reconhecimento. 
Eu não quero ter relações pra essa sociedade, não quero dividir meu tempo com alguém só pra parecer algo ou cumprir um papel, eu não quero nunca ter medo de estar só. Tenho sido minha melhor companhia ao longo dos últimos meses. Muito bem acompanhada de amigxs e de uma família que me ensinam um monte sobre as relações de afeto. 
E sim, acredito que compartilhar a vida com alguém é massa, mas que isso seja verdadeiro, natural. Essa coisa da carência, desse amor romântico que nos impõem e cria…

De gente breve,

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Primeiro de tudo o resumi a uma coincidência do destino.
Essa minha mania de gostar do que é surpreendente.
Parecia que tinha que ser. O quê? Não sei. Só parecia.
Nos conhecemos. Porque o busquei, e ele respondeu.
Houveram trocas. E respostas. Promessas bobas.

Conexões permeadas pelo gosto do desconhecido.
Como quando a gente é criança e ganha algo novo.
Sensação de estreia. Curiosidade.
O sentimento pueril do descobrir.
E foi diferente. Nem intenso, nem já vivido.
É gostoso descobrir o novo em alguém. Descobrir alguém.

Só que o tempo costuma agir, como que se pudesse dar a medida.
E mede. Cruelmente. De um tudo.
De repente, as palavras tinham mais peso do que as ações.
A história perdia fôlego, mas continuava a andar.

Sem necessidade. Por essas coisas que os homens aprendem.
De não serem (ou não se permitirem ser) verdadeiros nem consigo,
nem com o outro. 
Desacreditar dos próprios sentimentos para cumprir um papel. 
Que e qual papel?

Quem se revela, ganha menos? Ou quem não se permite doar, ganha mais?