vênus em câncer,

Ilustração: Sara Barnes

o amor romântico não existe. 
o amor é imperfeito, 
se transforma, 
compreende 
e algumas vezes resiste. 

e não falo de resistência 
no sentido de uma permanência 
sem vontade 
ou 
por conveniência, 

mas de coragem, 
alimento e 
manutenção 
daquilo que não é simples, 
mas não é fardo. 

falo da paciência, 
do auto-conhecimento 
compartilhado em duo. 
do riso depois da briga, 
das pazes. 
do complemento 
e da saudade. 

do desenvolvimento da sintonia 
e daquilo que é parceria. 

eu sou eu, 
você é você 
e juntxs 
podemos ser 
algo ainda maior. 

 ~ eu vivo o amor em mim e nxs outrxs também. aprendo junto. sou tão agente quanto testemunha de relações e de suas dificuldades, inclusive daquilo que perpassa o que é duo: as mazelas inevitáveis do tempo individual. eu acredito no amor, que mora em mim através do outro. as palavras são pontes, mas as nossas ações são os caminhos mais significativos de tradução desse sentimento. ~

o amor é palpável 
e também feito de dor 
(não é a dor). 

eu acredito nesse amor real, 
de construção
da sensação:
de que tudo pode ser 
ainda mais possível 
estando junto:

o amor que liberta e ao mesmo tempo permanece.


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